quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Amizade

Sentimento nobre, almas que se reconhecem e se amam com simplicidade, verdade, simpatia e se completam de uma forma tão bonita e tão desinteressada que é maravilhoso esse exercício que fazem, se doam e recebem na mesma proporção um montante inesgotável de carinho, cuidado, atenção, companheirismo que nem o passar dos anos enfraquece.
Laço agradável que quanto mais aperta, maior é a satisfação, a generosidade o sentimento de plenitude que envolve a todos  e os torna a cada instante mais irmãos.
Mesmo quando caminhamos por vales sombrios e nossos olhos parecem enxergar apenas o vazio, lá está também ela a amizade, a brindar-nos com seu amor, seu carinho mostrando para nós que a vida é mais, que tudo pode brilhar e refletir caminhos ensolarados, cheios de luz, flores, perfumes e frescores que jamais poderíamos imaginar em nossa pequenez.
É muito maravilhoso saber que temos amigos, gratidão é o sentimento que toma todo meu ser, desejo que energias positivas envolvam cada um dos meus amigos (as), principalmente aqueles que não cansam de incentivar e permear nossos caminhos com carinho, com seu amor, com sua atenção nos mostrando que temos valor, somos importantes, queridos para alguém.
Te agradeço muito em especial amiga Mora Alves, você dentre todos é um espírito iluminado e admirável, obrigada por agraciar minha vida com sua delicada amizade!

Reviver

Esquecemos de existir como seres humanos para continuar como cidadãos.
Os sentimentos são submersos no mais fundo do nosso ser para que nos tornemos criaturas mais fortes, capazes de enfrentar todas as mazelas em que a vida nos envolve, e com isso nos vemos a cada dia mais frios, insensíveis, precisamos ser duros para sobreviver, mas será que tudo isso vale a pena?
Esse enterro infinito dos nossos sentimentos, da nossa sensibilidade em prol de uma maior convivência num mundo tão duro, tão cruel, é capaz de nós fazer plenos, satisfeitos, felizes?
Acho que não, a alma entorpecida, não enxerga mais os bons sentimentos, não consegue sentir o perfume das flores, não acompanha mais o suave balançar das folhas felizes com o vento que assola as árvores. O doce sorriso das crianças não mais nos acaricia a alma e não mais conseguimos ver traduzido em seus passinhos trôpegos algo distante e agradável que foram esses mesmos passinhos que demos em nossa infância.
Quero conservar minha alma pura, conseguir ver apesar de tudo isso, a grandiosidade do amor de Deus por suas criaturas, a delicadeza da amizade, do cuidado, do carinho de um amigo, ter por quem lutar, para onde voltar, o que desejar, enfim deixar que meu coração se alegre ao acompanhar o sorriso inocente e suave de uma criança, que começa seu caminho pela vida com olhos esperançosos, com perninhas vacilantes, mas com o olhar firme e confiante de que tudo valerá ser vivido.
Quero poder reviver e viver a cada dia tudo isso e muito mais em uma vida  maravilhosa que Deus nos presenteia a cada dia, encantando o mundo,  minha alma e a todos a cada respirar, a cada olhar e a cada sorriso que nasce do nosso coração e alcança também a nossa alma.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Orquídeas amarelas

Vi lindas orquídeas amarelas, qual fossem pequeninas bocas abertas no aguardo do alimento, senti a beleza imensa que há no universo e quão grandes e diversos são os dons de Deus.


Gostaria de ter a simplicidade de uma flor... ser bela apenas... sem nenhum outro propósito, com o único intuito de agradar aos olhos de quem vê, ao faro de quem cheira e ao tato de quem acaricia.


Mas o ser humano é muito mais complexo, há tanto a dizer, tanto por fazer, e terminamos assolados pelo nada, pelo vazio interno imenso que toma conta de nosso ser.


A doença da solidão é uma praga perversa, que corrói devagarzinho, machucando e escavando o ferimento sem dó, a depressão nos faz querer morrer, quando ainda a tanto a se fazer.


Meu Deus, tenha misericórdia das almas solitárias.

domingo, 22 de abril de 2012

Longa jornada

Após longa jornada, já sem forças para caminhar, cheguei até aqui com um sentimento imenso de felicidade mesclado a um vazio profundo. Quero continuar caminhando, mas para onde?
 Redescobrir meus caminhos parece tarefa tortuosa e tão mais difícil que a anteriormente realizada.
Sei que encontro as forças divinas em tudo que faço, pois o faço com a fé e a permissão de Deus.
Novos caminhos estão sendo traçados, aos quais percorerei com a mesma garra, persistencia e fé.
Chegarei novamente ao extremo da jornada, tendo cumpridas todas as metas e novamente serei assolada por esse imenso vazio mesclado a felicidade e nesta amplidão tão diversa de sentimentos viverei, até que tenha chegado o momento derradeiro e final onde tudo deixa de existir e dá espaço para a enorme energia do mundo, onde tudo se completa e nada realmente existe...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O novo ano se iniciou e sonhos antigos se realizaram, de forma tão rápida, que quase nem me dei conta.
Um vazio imenso tomou conta do meu ser...
Tento impor novos desafios...novos objetivos... mas não consigo
A felicidade de outrora transformou-se em um imenso lago de águas calmas e profundas, onde submergi pesadamente, sem forças para retornar.
O amor parece um sentimento tão distante de mim, que só faz aumentar mais a imensidão desse vazio dentro do meu ser.
Escondo-me de tudo e de todos, quero ocultar minha face banhada em lágrimas, meu sofrimento pessoal, sei que vai passar... tudo passa...
Já vivi momentos piores...
Quero recomeçar!
03/02/12

domingo, 9 de outubro de 2011

A solidão de Ártemis



A solidão de Ártemis toca-me a cada dia mais...

Sinto-me muito parecida com a deusa da mitologia grega.

A auto suficiência, independência e a solidão afetiva, são muito semelhantes.

Sou uma pessoa feliz, porém extremamente solitária e não vejo outro caminho pra minha vida, é estranho... mas apesar do sentimento de estar só, há o prazer de ser completamente dona de mim e dos meus passos. Será que uma coisa realmente compensa a outra?

sábado, 8 de outubro de 2011

Comparação

Uma das piores violências que uma mulher pode fazer a si mesma é o ato de comparar-se a outra.
Porque ela é mais magra, mais bela, mais sociável, mais tudo...
E a gente se encolhe num espasmo de dor tão aguda que não consegue enchergar que cada ser humano é único com seus defeitos e qualidades e que o encanto reside exatamente nessa diferença.
Mas o coração é traiçoeiro e contesta muito as escolhas que a vida nos faz, e de repente nos deparamos com questionamentos intimos tão descabidos que só nos fazem criaturas cada dia mais confusas.
E para que?
Para provar a si mesmo que se é pior que o outro, ou para mergulhar impiedosamente na auto-comiseração?
Não sei... A dor da comparação machuca demais, principalmente quando parte de nós mesmos, e é um tolo engodo, com o qual justificamos para o nosso coração o motivo de alguma infelicidade.